domingo, 6 de dezembro de 2009

Minimalismo




Surgido como reacção à hiperemotividade e ao Expressionismo Abstracto que dominou a produção artística da arte nos anos 50 do século XX, o Minimalismo, que se desenvolveu no final dos anos 60 prolongando-se até à década de 70, apresenta a tendência para uma arte despojada e simples, objectiva e anónima. Recorrendo a poucos elementos plásticos e compositivos reduzidos a geometrias básicas, procura a essência expressiva das formas, do espaço, da cor e dos materiais enquanto elementos fundadores da obra de arte. Para caracterizar este movimento artístico pode empregar-se o célebre aforismo do arquitecto Mies Van der Rohe "menos é mais".

Uma das principais influências desta corrente foi o pintor suprematista Kasimir Malevitch e as suas criações artísticas abstractas que levavam ao limite a simplificação geométrica.
O artista minimalista mais representativo foi o pintor Frank Stella, conhecido pelas suas pinturas austeras, constituídas por linhas e riscas de cor, paralelas, e pelas formas variadas e irregulares, embora geralmente simétricas, dos quadros.

Embora tenha começado na pintura, a Arte Minimalista conheceu o seu maior desenvolvimento na escultura. Os escultores usam normalmente processos e materiais industriais, como aço, plástico ou lâmpadas fluorescentes, na produção de formas geométricas, explorando as relações espaciais e a capacidade de a escultura interagir com o espaço envolvente, apostando na experiência corporal do próprio espectador.
Destacam-se as obras de Donald Judd, com as suas caixas uniformes em madeira, metal ou acrílico, pintadas com cores fortes, de Dan Flavin, com esculturas produzidas com tubos de luz fluorescente, de Sol LeWitt, com as construções em cubos e pinturas geométricas e de outros artistas como Robert Morris, Carl André, Richard Serra e Yves Klein.
Na moda...
Calvin klein

Tropicalismo

Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira, até então dominada pela estética da bossa nova. Liderado pelos músicos Caetano Veloso e Gilberto Gil, o tropicalismo usa as idéias do Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade para aproveitar elementos estrangeiros que entram no país e, por meio de sua fusão com a cultura brasileira, criar um novo produto artístico. Também se baseia na contracultura, usando valores diferentes dos aceitos pela cultura dominante, incluindo referências consideradas cafonas, ultrapassadas ou subdesenvolvidas.


O movimento é lançado com a apresentação das músicas Alegria, Alegria, de Caetano, e Domingo no Parque, de Gil, no Festival de MPB da TV Record em 1967. Acompanhadas por guitarras elétricas, as canções causam polêmica em uma classe média universitária nacionalista, contrária às influências estrangeiras nas artes brasileiras. O disco Tropicália ou Panis et Circensis (1968), manifesto do movimento, vai da estética brega do tango-dramalhão Coração Materno, de Vicente Celestino (1894-1968), à influência dos Beatles e do rock em Panis et Circensis, cantada por Os Mutantes.

O refinamento da bossa nova está presente nos arranjos de Rogério Duprat (1932-), nos vocais de Caetano e na presença de Nara Leão (1942-1989).O tropicalismo manifesta-se, ainda, em outras artes, como na escultura Tropicália (1965), do artista plástico Hélio Oiticica, e na encenação da peça O Rei da Vela (1967), do diretor José Celso Martinez Corrêa (1937-). O movimento acaba com a decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de 1968. Caetano e Gil são presos e, depois, exilam-se na Inglaterra.Em 1997, quando se comemoram os 30 anos do tropicalismo, são lançados dois livros que contam a história do movimento: Verdade Tropical, de Caetano Veloso, e Tropicália - A História de uma Revolução Musical, do jornalista Carlos Calado.

Kitsch




O estilo pode ser encontrado tanto nas artes visuais como na música, moda, design ou literatura que negam o autêntico exaltando a cópia compulsiva e a artificialidade. Ao que tudo indica, o seu surgimento tem a ver com o Romantismo onde a expressão dos sentimentos ganha formas dramáticas e melodramáticas, mas a noção mais popular é bastante recente e se liga ao furor burguês do século XIX – novos produtos aparecem para agradar à classe média. É a época em que vemos o fenômeno da cultura de massa porque todo mundo queria ter o que todo mundo já tinha.

O estilo pode ser encontrado tanto nas artes visuais como na música, moda, design ou literatura que negam o autêntico exaltando a cópia compulsiva e a artificialidade. Ao que tudo indica, o seu surgimento tem a ver com o Romantismo onde a expressão dos sentimentos ganha formas dramáticas e melodramáticas, mas a noção mais popular é bastante recente e se liga ao furor burguês do século XIX – novos produtos aparecem para agradar à classe média. É a época em que vemos o fenômeno da cultura de massa porque todo mundo queria ter o que todo mundo já tinha.

Nas primeiras décadas do século XX, as produções kitsch passaram a ser duramente atacadas por artistas de vanguarda exigiam sua destruição em nome da criatividade e da não-massificação. Acreditavam que a modalidade impedia o desenvolvimento dos gostos individuais, por exemplo, Milan Kundera, no livro “A Insustentável Leveza do Ser” liga esses objetos super-copiados ao regime totalitário Tcheco. Mas não se pode deixar enganar pelo aspecto patético dessas produções. Elas são, sem dúvidas, criativas e ricas dentro de suas propostas “enfeitadoras” e denunciam uma psicologia social onde vale tudo para se sentir pertencente ao seu meio.

A riqueza desses objetos se prova por estarem ainda em alta; casas de porcelanas, fábricas de potes para cozinha com estampas de vacas ou de artigos religiosos, continuam lucrando com a reprodução desses enfeites. Também, seguindo as tendências retro que invadiram nosso cotidiano, elementos kitsch (usados com bom senso, claro) são o que há de mais cool em matéria de decoração; vivemos o renascimento dos pingüins de geladeira. São um pesadelo somente na hora de limpar.
Kitsch e a moda
Ronaldo Fraga

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Neoconcretismo e a moda







NEOCONCRETISMO (1959-1961)


Nasce de uma divergência entre concretistas do Rio de Janeiro e São Paulo nos fins da década de 50. Os neoconcretistas procuravam novos caminhos dizendo que a arte não é um mero objeto: tem sensibilidade, expressividade, subjetividade, indo muito além do mero geometrismo puro. Eram contra as atitudes cientificistas e positivistas na arte.

Ferreira Goulart escreveu um manifesto Neoconcreto para abrir a primeira exposição no Rio, defendendo as seguintes questões: arte não figurativa; linguagem geométrica; contra-tendências irracionalistas de qualquer espécie; a tomada de posição crítica do desvio mecanicista da arte concreta; arte como instrumento de construção da sociedade; reação ao concretismo racionalista de exploração de ilusões de óptica; relacionava arte com ciência e tecnologia; base fundada no concretismo e construtivismo.

O Neoconcretismo politiza a arte no Brasil, ou seja, leva a arte para todas as classes e para os intelectuais. Os principais artistas são: Amílcar de Castro, Ferreira Goulart, Lygia Clark, Lygia Pape, Aluísio Carvão e Hélio Oiticica.
Hélio Oiticica cria os Parangolés, arte que define toda a idéia do Neoconcretismo. É uma arte cinética que precisa do corpo e de movimentos. É só colocar adereços em alguém e essa pessoa tem que girar. Hélio Oiticica tentava instaurar um mundo experimental. A cantora Adriana Calcanhoto fez uma música baseada nessa arte.








Neovanguardas brasileiras

Em 1951 surge o Concretismo com características parecidas do Minimalismo. Mas não há influências de um ao outro. As obras são parecidas mas a contextualização é diferente. Concreto é aquilo que você está vendo, nada além disso. O Brasil estava passando por uma crise politica, por isso esse movimento teve uma grande influencia na sociedade, no comportamento e na cultura.
Características do Concretismo: é um movimento organizado, planejado e calculado.


Principais artista:


Hermelindo Fiaminghi
Ivan Serpa
Luis Sacilotto
Frans Weissmann